Holos no Dia a Dia

 
Palestra em comemoração ao Dia da Árvore, realizada no dia 21 de setembro, no Centro de Tecnologia Whirlpool




“A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO NORMAL”

Foi com a inspiradora frase de Albert Einstein que o Dr. Sérgio Hotimsky, da Holosmed, de São Paulo, deu início à palestra em comemoração ao Dia da Árvore, realizada no dia 21 de setembro, no Centro de Tecnologia.

Hotimsky e Cristiane dos Santos Carvalho ultrapassaram o convencional. Além da preservação do meio ambiente, eles falaram sobre a importância da atenção e da concentração, realizaram um exercício de relaxamento e aplicaram uma dança circular.


“Precisamos cuidar de nós para que possamos fazer o mesmo com o meio externo. Temos que buscar mais atenção durante de nossas ações e estimular a nossa criatividade”. - Sérgio Hotimsky

“Cada nova dança motiva o participante a valorizar o trabalho em equipe, percebendo e respeitando o espaço da roda, de si mesmo e do outro, em um exercício de atenção”. - Cristiane dos Santos Carvalho






 


Déficit de atenção: uma invenção, patologia ou uma epidemia?


Atualmente, fala-se direto em déficit de atenção.
Nunca se receitou tanta Ritalina® como nos dias de hoje. De profissionais bem orientados a curiosos, todos conhecem esse “santo remédio”.

Olhe à sua volta, na família, vizinhos, trabalho, conhece alguém já diagnosticado dessa forma?

Será que toda criança hiperativa tem, obrigatoriamente, que ser rotulada como tal e com déficit de atenção associado, ou apenas não aprendeu a gerenciar a energia disponível em suas atividades?

Em minhas palestras, ao perguntar sobre a atenção, a maioria dos participantes me responde que tem uma boa qualidade dela.

Entretanto, em menos de um minuto e com exemplos simples, fica evidente para eles que todos sofremos de déficit de atenção, em algum grau.

Possivelmente, o produto que a humanidade mais carece na atualidade, é a atenção e, por não conseguirmos nos dar a devida atenção, cobramos mais e mais a atenção dos outros.

Vejamos:

• desde o início da vida escolar, os professores em reuniões de pais e mestres, dizem que os alunos precisam prestar mais atenção nas aulas;

• desde cedo os pais colocam os filhos de castigo, porque não prestaram atenção ao que fizeram;

• acidentes de trabalho acontecem principalmente por falta de atenção; custo de retrabalho idem

• Nas relações interpessoais... o que mais se cobra é: atenção!


Seja na escola, seja no trabalho, seja na nossa vida de relação, o que mais queremos e pedimos é atenção.

Entretanto, alguém nos ensinou a prestar atenção, ou nos cobram algo que nunca nos foi ensinado?

É claro que, dentre os seis bilhões de habitantes de nosso planeta, há uma enorme diferença na qualidade de atenção.

Temos um amplo espectro, variando dos mais patológicos aos mais atentos.

Sem atenção, não há a menor possibilidade de concentração, de foco. Podemos deduzir daí, como vai a qualidade dos serviços, das relações, da vida...

de vida começa com a capacidade de colocarmos a atenção no que decidimos fazer.

No mundo moderno, onde uma das maiores exigências é ser “polivalente”, temos a nossa atenção fracionada, dividida.

Já percebeu, num período de maior demanda, como você está no final do dia?

Cansado e muitas vezes frustrado, com a sensação de ter feito um monte de coisas que não renderam, ou tranqüilo e satisfeito, com a sensação de missão cumprida?

Observe na sua vida, quanto ocorre de uma forma ou de outra.

Ao vermos uma criança agitada, será que a única solução possível é através da opção farmacológica?

Será que o legado que nos deixaram alguns personagens que hoje consideramos gênios, teria ocorrido se fossem taxados e tratados como hiperativos e com déficit de atenção?

Em nenhum momento rejeito que, em certos casos, a abordagem proposta é necessária.

Estamos mesmo diante de uma patologia, uma epidemia, ou apenas nos rendendo a uma situação que foi por nos mesmos criada e que, em alguns casos, podemos reverter com ferramentas simples, mas que precisam ser forjadas em e por cada um de nós?

Entre no seu buscador de internet.

Você vai encontrar cerca de 340.000 citações de déficit de atenção e hiperatividade.

107.000 para a Ritalina®.

No Google, quando se clica em “atenção”, para minha surpresa, o primeiro site fala claramente sobre ela, já o segundo fala do seu déficit!

Curioso, que dedicamos mais de nossa atenção ao déficit do que à atenção propriamente dita.

Faça alguns testes on line.

Eu fiz essa brincadeira. Os resultados são tão dispares que, em um deles, fui considerado uma pessoa muito equilibrada e, no outro, com um leve grau de desatenção. Curiosamente, as perguntas apresentadas eram praticamente as mesmas e, de minha parte, as mesmas respostas.

Pergunto-me se isso não gera nas pessoas dúvidas, insegurança , consequente medo e o reflexo de buscar um tratamento.

Como intensivista por mais de 20 anos, conheci profundamente a patologia, o medo da morte, o prazer de um paciente se reintegrar a vida, a sua família e a sociedade, e sei da importância de um tratamento alopático adequado e talvez único, em muitas circunstâncias.

Apenas, convido o leitor a uma reflexão.



 


A Síndrome do Coração Partido


A Cardiomiopatia de Takotsubo ou “síndrome do coração partido” é uma entidade descrita por Sato e colaboradores, em 1990, cuja forma como se instala não foi devidamente esclarecida até o momento.

Apresenta, como peculiaridade, o fato de seu desencadeamento estar ligado a alguns fatores, sendo o principal o estresse, com o consequente aumento dos hormônios da supra-renal que circulam na corrente sanguínea durante o mesmo.

Precipitada por forte estresse físico ou emocional, é mais comum em mulheres com idade variando entre 60 e 75 anos.

São freqüentes os relatos de falecimento de um parente ou amigo, abuso doméstico, diagnósticos médicos catastróficos, perdas financeiras vultuosas, acidentes de carro e outras situações de extrema angústia.

O sintoma mais comum é a dor no peito, entretanto, alguns pacientes apresentam falta de ar, e queda de pressão.

Ocorre uma disfunção transitória da função do ventrículo esquerdo, alterações no eletrocardiograma, elevação discreta de enzimas cardíacas, imitando um infarto do miocárdio.

A maior curiosidade, e o mais importante, é que não há alteração nas artérias coronárias. O coração está “partido”, por um grande sofrimento, mas as coronárias estão normais.

A despeito da gravidade da doença aguda, o quadro é transitório e o tratamento é essencialmente baseado em medidas de suporte.

A percepção de que o estresse pode estar associado a problemas cardíacos é muito antiga e não por coincidência, o coração é considerado pelo público em geral, como a sede das emoções.

Não seria o estresse, por excelência, a doença da vida moderna?
Visto como um tipo de “mal do século”, o estresse não seria um mal devido às agressões cotidianas suscitadas por uma sociedade em movimento contínuo, um mal em relação à falta de adaptação necessária para um mundo em constante mudança?

O progresso tecnológico e as mudanças no mundo do trabalho, como a reestruturação produtiva das últimas décadas, o incremento das terceirizações ou a pressão cada vez maior por lucros e resultados, por exemplo, não estariam forçando o homem a um distanciamento cada vez maior de si mesmo e do outro, na vivência de suas relações?

O risco de doenças coronarianas ocasionado por fatores psicossociais, como o isolamento, a depressão, o estresse e outros, é de magnitude similar ao observado com os fatores de risco convencionais como tabagismo, colesterol elevado e hipertensão, demonstrando a importância da melhor compreensão desta questão.

Seja no trabalho, na família, no meio social, ou em qualquer outra instância de atuação na vida, se não aprendermos a lidar, a nos adaptar, a flexibilizar, a olharmos as situações a partir de outros pontos de vista, é praticamente impossível não estarmos diante de situações de estresse.

Isso acontece, pelo simples fato de que quando as coisas não ocorrem da maneira planejada, esperada, há uma enorme chance de ficarmos estressados.

O estresse é considerado fator de risco para as doenças coronarianas, segundo a American Heart Association.

Estamos num momento em que o médico não pode mais deixar de considerar, na sua prática cotidiana, que os processos emocionais participam concretamente dos complexos mecanismos envolvidos na manifestação das doenças cardiovasculares e em geral. A medicina psicossomática já sabe disso há muito tempo.

Mas, acima de tudo, pode e deve ser a hora de cada um de nós começar a aprender a gerenciar o próprio estresse.

Muito embora seja impossível viver sem ele (mas possível morrer, por causa dele...), aprender a gerenciá-lo e diminuí-lo sensivelmente é uma alternativa viável.

Isso pode ocorrer de diversas formas: um final de semana de descanso ou atividades prazerosas; as férias, quando bem aproveitadas; o uso dos medicamentos convencionais e/ou vias complementares (anteriormente designadas alternativas); psicoterapias; psicanálise; orações; meditação; etc. Todas elas podem ajudar, em graus os mais diversos.

Nós, da HolosMed, acreditamos ter uma ferramenta anti-estresse de extrema eficácia, que passa pelo aprendizado de reconhecimento e saída dos processos automáticos que gerenciam nosssas vidas.

O Método Holos pode te ensinar isso.




 

DOC Contabilidade promove palestra na Zona Leste de São Paulo


A parceria entre a DOC Contabilidade e a HOLOS Med teve início no 12º. Encontro de Empresários - o mais importante evento de gestão e empreendedorismo da Zona Leste de São Paulo.

A HOLOS Med marcou presença com seu estande e a DOC surpreendeu os participantes com uma primorosa organização e escolha de palestrantes renomados, para desenvolver o tema: “Inove! Existem muitas oportunidades para crescer!”.

Alinhada com sua proposta de “inovação contínua” a DOC promoveu, em sua sede, nos dias 14 e 23 de outubro, a palestra “Atenção Pessoal e Mudança Empresarial”, que foi ministrada pelo Dr. Sergio Hotimsky.

Representantes de diversas empresas estiveram presentes e puderam conhecer os benefícios da aplicação do Método Holos no meio corporativo.





 
HOLOS Med no Congresso da ABQV


No período de 06 a 08 de outubro, aconteceu o VIII Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, uma realização da Associação Brasileira de Qualidade de Vida.

A HOLOS Med teve o prazer de participar como expositora desse evento e o Dr. Sergio Hotimsky foi responsável pela dinâmica de integração que antecedeu a palestra “Instrumentos de Avaliação em Qualidade de Vida e Saúde”, ministrada pela Dra. Rozana Ciconelli.

Segundo dados da organização do Congresso, divulgados no site www.abqv.org.br, o evento contou com 700 inscritos, e pelo menos mil pessoas circularam diariamente pelo espaço no Maksoud Plaza, onde puderam conferir as novidades da Expo Qualidade de Vida.

O tema “Caminhos para o bem-estar sustentável” atraiu profissionais e empresas de todo o país e foi desenvolvido de maneira brilhante pelos palestrantes convidados.



 
Sinopse da matéria “O Poder das Emoções Sobre o Coração”, publicada na revista ISTO É:


-- Para ler a matéria no site da IstoÉ, clique aqui --


Os estudos citados na matéria revelam que pacientes altamente ansiosos, ou deprimidos, por estarem constantemente estressados e cronicamente expostos a fatores estressantes, possuem maior chance de ter um infarto do miocárdio, com taxa de mortalidade maior do que na população em geral. Isso independe de outros fatores de risco como fumo, obesidade, colesterol, diabetes, hipertensão etc.

Recentemente descobriu-se, que ocorre, também, sem que exista lesão coronariana, a chamada Síndrome do Coração Partido.


• Quando há emoções negativas, há liberação de substâncias que fazem mal ao coração, como a adrenalina, a interleucina-6 e a proteína-c reativa.
• Quando há emoções positivas, há liberação de serotonina, dopamina e endorfinas, que protegem o coração.
• Há uma comunicação entre o cérebro e o coração, por meio do sistema nervoso.
• Quando se controla as emoções, há menor possibilidade de lesão.
• Emoções negativas são fatores de risco para doença cardíaca.
• Ao tratamento medicamentoso, são associadas outras formas de terapia para ajudar a controlar as emoções.


Caro leitor

A percepção de que o estresse pode estar associado a problemas cardíacos, é muito antiga. Entretanto, apenas recentemente a medicina tentou encontrar uma explicação cientifica para algo que era intuitivo.

A ansiedade e a depressão estão entre os distúrbios emocionais mais freqüentes. A depressão já era reconhecida como um fator de risco para doença coronariana, porém poucos estudos focavam o papel da ansiedade.

Dr. Kawachi e colaboradores, do Departamento de Saúde Mental da Escola de Saúde Pública de Harvard, relatam em dois estudos o papel da ansiedade na doença coronariana, mostrando que altos índices de preocupação aumentam a possibilidade de infarto do miocárdio.

Sabemos que a vida moderna exige um ritmo intenso, de reuniões, atividades, cobranças, muitas vezes acompanhado de uma sensação de não estarmos dando conta do recado.

Parar por alguns instantes no decorrer do dia, recarregar as baterias, “desestressar”, é possível - com técnicas rápidas e eficazes, em poucos minutos, você sentirá a diferença. Existem outras maneiras de proteger seu coração e a medicina moderna está descobrindo isso.

Acho curioso, quando ouço, que não devemos ficar estressados, magoados, temos que levar as coisas com mais tranqüilidade, sem nos irritar nem ficar ansiosos... Estou plenamente de acordo, mas... Como se faz isso?


A Matéria e o Método Holos:

• Se você quer proteger seu coração, pode aumentar as emoções positivas, liberando serotonina e endorfina; diminuir a liberação de adrenalina; ou aprender as fazer as duas coisas - o Método Holos ensina isso.

• As endorfinas e a serotonina são liberadas na prática dos exercícios propostos pelo Método: além de levarem a uma sensação de bem estar, protegem o coração da ação da adrenalina.

• Prevenção: tão importante quanto o uso de medicamentos e suporte psicoterapêutico, o trabalho com as ferramentas oferecidas pelo Método Holos, que visam reduzir o grau de estresse e de automatismos trará, sem duvidas, melhores resultados.

• A última frase do texto esta diretamente relacionada à proposta do nosso Método: aumentar a capacidade de sentir só o que faz bem ao coração. Aprender isso é possível. Necessita-se de método e treino.

• As emoções negativas são, de forma geral, resultado dos automatismos. Se você quer ter controle sobre seu coração, terá que aprender a controlar seu cérebro, reduzindo seus automatismos.
Com o Método Holos você aprenderá a reduzir seus automatismos

Quadro clínico, laboratorial e eletrocardiográfico sugestivos de infarto sem lesão cardíaca era coisa inimaginável há alguns anos. Hoje, já se sabe, é uma realidade. Quantos cateterismos foram necessários para que nós médicos percebêssemos que, mesmo que a tecnologia esteja cada vez mais avançada, ainda há coisas que não sabemos explicar com clareza?

O estresse e a Síndrome do Coração Partido (Síndrome de Takotsubo) serão objeto de análise de um próximo artigo.




 
“A Caminho da UTI” - Dr. Sergio Hotimsky


Deitado na ambulância, medicado, agora já sem dor, eu não podia acreditar no que estava se passando.

Era kafkiano!!!

Comecei a vasculhar diversos aspectos de minha vida.

Lembrei de uma consulta de rotina cerca de seis meses antes.

Eletrocardiograma, ecocardiograma, exames de laboratório, tudo normal.

Mas o Doutor me avisou: Se eu não me cuidasse... Mais cedo ou mais tarde , a “máquina” daria uma rateada.

Naquele momento não coloquei a devida atenção àquele recado.

Deduzi, com minha lógica cartesiana, que se os exames estão normais, os chamados fatores de risco estão sob controle, então está tudo certo.

Retomando mentalmente aquela conversa, me perguntei: o que será que ele queria me dizer? Por que não perguntei ao que ele se referia?

Será que aqueles quatro míseros cigarros por mês, seriam a causa do meu infarto? Será que minha pressão, colesterol, peso, estavam realmente como deveriam estar? Rapidamente cheguei à conclusão que sim. Deveria ser outra coisa então. Mas, o quê???

Uma pergunta, não saia da minha cabeça.

Por que eu? Por que justo eu? No meio de tantos empresários, por que eu?

O que eu tinha feito de errado?

Eu não posso parar agora... Estou no meio de uma negociação importante.

Milhões de dólares envolvidos, crescimento da empresa, novos projetos, tantas viagens internacionais a fazer...

Pensava nisso, e uma onda de angústia invadia todo meu ser. Um aperto forte no coração. Um novo episódio de dor tinha sido desencadeado.

Gentilmente, o jovem médico da ambulância UTI me injetou mais um pouco de morfina na veia.

Seu sorriso gostoso, me fez lembrar quando eu era jovem. Quantos sonhos, quanta coisa tive que abdicar.

Emocionado, fechei os olhos e viajei...

Viajei no tempo, relembrando velhos sonhos, ideais, uma linda família, projetos para um mundo melhor. Num momento de extrema honestidade comigo mesmo (depois até me perguntei se a morfina fazia isso com as pessoas), percebi que, “não tive” que nada.

Abdiquei, porque entrei na roda viva do dia-a-dia, me deixei envolver pela rotina, pelos negócios e fui deixando tudo para trás. Mais uma vez, eu não tinha prestado atenção. Por que permiti que as coisas acontecessem dessa forma?

Estresse, flexibilidade, plasticidade, resiliência, capacidade de adaptação, mudança, transformação, prazer, todas essas palavras subitamente passavam a ter outro sentido para mim.

Uma imagem me veio à mente: meu avô, um sábio homem, que tinha começado sua vida do nada, até construir o império que eu herdara.

Eu, adolescente, sentado na sua sala na empresa, querendo entender as coisas da vida e ele, com seus olhos brilhantes e seu sorriso acolhedor, me dizia:

Quando estiver angustiado, amargurado com a vida, achando que ela está sendo injusta com você, primeiro, feche os olhos e respire. A respiração é uma ferramenta potente nessas horas. Depois você terá a oportunidade de entender.

E foi o que fiz. De olhos fechados, comecei a respirar lentamente, deixando o ar entrar pelas narinas e sair pela boca...

Não sei quanto tempo demorou esse processo. Senti que fui me acalmando, sentindo a temperatura do ar que entrava, e a temperatura do ar que saia, sentindo meu corpo, sentindo... Apenas sentindo, sem pensar em nada, sem querer entender nada.

Envolvido com minha respiração, prestando atenção ao ciclo inspiratório e expiratório, nem percebi o tempo passar. Havíamos chegado ao hospital e eu, já mais tranqüilo, começava a entender tantas coisas...

Coisas sobre as quais pude refletir e, nos dias subseqüentes enquanto estava internado na UTI, entender e decidir.

Refletir sobre o quanto me distanciei das coisas simples que sempre desejei, dos almoços e jantares com a família, um jogo de futebol com os amigos, estar presente numa competição de um filho...

Entender que tudo na vida são escolhas, e sempre há um preço a pagar por elas.

Decidir que não precisaria mais de um estímulo tão intenso para começar a cuidar de mim.

Decidir que, daqui pra frente, eu faria uma escolha por uma vida mais equilibrada, valorizando as coisas que estive a ponto de perder e que “descobri” (como se já não soubesse) que realmente são importantes para mim.

Voltar e encontrar um equilíbrio, há tanto perdido.

Uma breve passagem pela UTI. Uma nova forma de encarar a vida.